No último dia 29 o deputado federal Eleuses Paiva (DEM) visitou Valentim Gentil e assumiu publicamente o compromisso de colocar em emenda pelo menos 100 mil para o setor de saúde do município. O parlamentar foi recebido na Câmara Municipal pelo prefeito Adilson Segura, vereadores e demais autoridades locais, a pedido da presidente do Legislativo, Marlene Marin.
Paiva disse também que o valor da emenda pode chegar a R$ 140 mil, para cobrir as despesas referentes à aquisição de um equipamento computadorizado de radio X, cujo pedido foi feito pelo prefeito Adilson Segura e pela assessora de Saúde, Neusa Vicente, que explicou os benefícios da aquisição do aparelho.
Segundo ela, na região somente a Santa Casa e o AME de Votuporanga possuem esse tipo de equipamento. “Ele apresenta várias vantagens em relação aos tradicionais aparelhos de raio X. Além de registrar os exames em banco de dados, o que facilita o acompanhar o tratamento do paciente, ele permite um diagnóstico instantâneo, sem precisar revelar a tradicional chapa”, esclareceu Neusa.
Ela explica que, para isso, o departamento de Saúde de Valentim poderá contar com uma parceria firmada com a Santa Casa de Votuporanga, que ficaria encarregada de administrar o banco de dados gerado nos exames. “Além disso, se algum paciente precisar de um diagnóstico mais detalhado poderemos encaminhar os resultados por e-mail para um especialista de Votuporanga, sem termos que nos deslocar até a outra cidade”, diz.
Já Adilson Segura declarou que, pelo fato do deputado ser médico, ele possui um conhecimento maior sobre a saúde pública. O prefeito destacou que o município gastou 26% de toda sua arrecadação própria na área de saúde em 2009, comprometendo o orçamento de outros setores da prefeitura.
O deputado, que cobra a reforma tributária, isto é, uma maior participação da União nas despesas fixas do município, completou que está difícil para os prefeitos fazerem investimentos ou mesmo serviços para a população sem ajuda dos governos. Ele foi informado que em Valentim a aplicação de recursos próprios foi de 28% na educação, 26% na saúde, 42% na folha de pagamento, além de 2% que são repassados para a Câmara, totalizando 98% do orçamento do município. “Não sobra absolutamente nada”, concluiu Eleuses Paiva.
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