Valentim Gentil sedia palestra sobre a doença de Fabry

Materia publicada dia 20/09/2017 - 16:10

Valentim Gentil sediou, na noite da última terça-feira, 19/09, uma palestra com o médico nefrologista Dr. Osvaldo Merege Vieira Neto, do Serviço de Nefrologia de Ribeirão Preto (SENERP), sobre o diagnóstico e tratamento da doença de Fabry, uma patologia rara e hereditária causada por um gene deficiente do organismo.

 

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A palestra aconteceu na Câmara Municipal e atraiu a presença de autoridades locais, como o prefeito Adilson Segura, além de médicos, enfermeiros e profissionais de saúde de Valentim Gentil e outras cidades, como a equipe do setor de diálise da Santa Casa de Votuporanga.

 

Valentim Gentil, inclusive, foi escolhido como centro de diagnóstico e tratamento da doença por haver casos de pacientes portadores de Fabry na cidade e na região.

 

Vale ressaltar o município possui, atualmente, profissionais capacitados para atuar na detecção da doença, dentre eles a enfermeira Josiane da Cruz Belém Risetto, que explica que o diagnóstico é feito mediante coleta de sangue, cuja amostra é enviada para análise na Alemanha.

 

Se confirmada a suspeita, imediatamente são realizados exames complementares para avaliar o grau de comprometimento causado pela doença e solicitada medicação para o tratamento, sem nenhum custo para o paciente.

 

Doença de Fabry

 

A doença de Fabry é uma patologia genética, de caráter hereditário, que causa a deficiência ou a ausência da enzima alfa-galactosidase (a-Gal A) no organismo de seus portadores. A deficiência enzimática interfere na capacidade de decomposição de uma substância adiposa específica, denominada globotriaosilceramida (Gb3).

 

A doença de Fabry é crônica, progressiva e atinge vários sistemas e órgãos, como o coração, o rim e o cérebro, que deixam de funcionar adequadamente, gerando problemas que podem acarretar risco de vida.

 

Os sintomas da doença de Fabry – como arritmia cardíaca, problemas renais, angioqueratomas (lesões na pele), formigamento nos membros e outros – podem ser confundidos com os de outras doenças, tornando mais difícil o diagnóstico.

 

Mesmo assim, a detecção precoce é a forma mais eficaz de intervir e administrar a doença, que não tem cura e reduz significativamente a expectativa de vida quando não tratada.